Crescimento acelerado Eduardo
Paes publica hoje no DO decreto tornando a Freguesia, o bairro mais
valorizado de Jacarepaguá, em Área de Especial Interesse Ambiental. É o primeiro passo para frear novas construções na região, que, nos últimos anos, ganhou imensos condomínios, aponta o colunista Ancelmo Gois no dia 17/5/2013.
Vamos aguardar e verificar se a ção vai repercutir em algo positivo ao bairro, que perde a cada dia a bela paisagem em função do crescimento dos condomínos.
Este blog tem como objetivo viabilizar atitudes que promovam a ética e a cidadania através do debate coletivo sobre o planejamento urbano, sociabilidade, políticas públicas e atitudes dos moradores de Jacarepaguá.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Proibição de vans e nada de melhorar o transporte público!
Segundo a Coluna do Ancelmo Gois publicada no jornal O Globo do dia 19/5/2013:
Paes aperta o cerco
Cláudio Ferraz, o delegado que coordena a área de transporte complementar do Rio, anuncia amanhã novas áreas da cidade onde vai ser proibida a circulação de vans.
Cláudio Ferraz, o delegado que coordena a área de transporte complementar do Rio, anuncia amanhã novas áreas da cidade onde vai ser proibida a circulação de vans.
A partir de sábado, vias como Linha Amarela,
Estrada Grajaú-Jacarepaguá, Estrada de Furnas, no Alto da Boa Vista, e
Túnel da Grota Funda serão interditadas às vans.
Não seria mais prudente que o prefeito ampliasse a fiscalização no tânsito, melhorasse o transporte público, ao invés de culpar as vans pelo transtorno no trânsito?
Nesta guerra descabível ao cidadão de bem, motoristas perderão o emprego, e o trabalhador pagará caro com as linhas de ônibus lotadas.
Carioca sai para passear e deixa lixo nas ruas! Por quê reclamar se não melhoramos nossos hábitos?

Um dia no parque
O carioca tem uma relação de amor e ódio com suas áreas de lazer. Gosta das atividades ao ar livre e do contato com a natureza. Só que, ao fim de um dia de passeio, deixa para trás um rastro de sujeira
Cláudio Motta
RIO - Vista à distância, a cena é bonita: um domingo nos parques
cariocas sob um sol aprazível e rodeado por natureza. Um lugar com
espaço suficiente para andar de bicicleta ou patins, correr, descansar
sob uma árvore, jogar conversa fora, ler, fazer piquenique com a família
ou amigos. Cariocas costumam repetir esse ritual nos fins de semana. Só
que muitos dos que procuram essa forma de lazer colaboram para sujar as
áreas verdes da cidade.
No desleixo com o espaço público vale de
tudo um pouco: um guardanapo jogado no chão, uma guimba de cigarro
atirada a esmo, restos de comida espalhados no gramado ou garrafas PETs
boiando nos lagos. Em um único dia, os funcionários da Comlurb chegam a
recolher duas toneladas de lixo em apenas um dos 32 parques que a
empresa pública limpa na cidade. É resíduo suficiente para encher pouco
menos da metade da caçamba de um caminhão.
De algum modo,
reproduz-se nos parques o que acontece nas ruas da cidade. É como se o
espaço público não tivesse dono. E a sujeira fosse responsabilidade dos
garis. Há cariocas que fogem à regra, mas aqueles que jogam lixo no chão
— ou simplesmente o “deixa para lá” — se justificam transferindo a
obrigação de cuidar do lixo para o poder público. O governo, por sua
vez, joga a responsabilidade na falta de consciência da população. É um
assunto que divide opiniões e, quando os dois lados não se entendem,
acontece na prática o que diz a chamada máxima das janelas quebradas:
num prédio mal conservado, mais vândalos atuam; num local sujo, mais
lixo se acumula.
— Não há segredo, para manter um parque público
limpo, é preciso haver um bom sistema de conservação e uma certa
vigilância, além de um processo de orientação, como placas pedindo que
as pessoas mantenham o parque limpo — destaca o engenheiro João Alberto
Ferreira, consultor de resíduos sólidos e professor da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
A receita foi testada no Parque
Nacional da Tijuca, quando o especialista trabalhou na Comlurb, nos anos
90. Na época ele percebeu que, em apenas três horas, as áreas de lazer
com churrasqueiras ficavam sujas. Um gari foi colocado de plantão no
local. A ordem era recolher o lixo jogado no chão e colocá-lo
imediatamente na lixeira:
— As pessoas se sentiram controladas, mesmo sem o gari falar nada.
Injustiça
afirmar que todo carioca joga lixo no chão. O professor de biologia
Ânderson Oliveira costuma recolher a sujeira alheia sempre que se depara
com ela. Ao passear com a família na Quinta da Boa Vista, num domingo
ensolarado, indignou-se com a falta de zelo com o parque:
— Muitos pais estão perdendo a oportunidade de ensinar a seus filhos que não se deve jogar lixo em locais inadequados.
Sua filha de três anos já sabe separar o lixo seco do orgânico.
—
As pessoas mantêm nos parques um hábito das ruas. Não há qualquer
preocupação em deixar o espaço público limpo, seja nas ruas da cidade ou
nas áreas verdes — diagnostica Emílio Eigenheer, que, assim como
Ferreira, é professor da Uerj. — Intelectuais tentam explicar a sujeira
nos espaços públicos. Há quem diga que seja herança de uma tradição
escravocrata. Outros falam em falta de fiscalização. Acho que é uma
combinação de todas essas hipóteses.
Estudioso do tema, Eigenheer
lista as causas da falta de civilidade nos espaços públicos. Três delas
são de responsabilidade do poder público. Dessas, a primeira é a
ineficiência da empresa responsável pela limpeza pública, a segunda é a
escassez de campanhas de educação ambiental para conscientizar o cidadão
e a terceira é a falta de punição dos infratores. O quarto e último
pilar é pessoal e intransferível. Ou seja, cabe ao cidadão assumir a
responsabilidade de cuidar do seu próprio lixo:
— Sem a ajuda de cada um, não há estrutura que consiga manter uma cidade limpa.
As
críticas de Eigenheer à gestão pública do lixo incluem a falta de dados
da Comlurb. A empresa desconhece o perfil do Sujismundo — personagem
desenhado pelo publicitário Ruy Perotti e protagonista de uma campanha
nacional de combate à sujeira e à falta de higiene nos anos 70. A
própria Comlurb admite que é impossível fazer uma gestão eficiente dos
resíduos sem um diagnóstico do problema. A empresa promete divulgar, em
três meses, o resultado de uma pesquisa de campo.
À frente do
levantamento está o novo diretor de Serviços Especiais e Ambientais da
Comlurb, Julio Cesar Santos, que assumiu o cargo há pouco mais de 20
dias. Ele antecipou que a Quinta da Boa Vista será o primeiro parque
público a ser adaptado às novas regras da gestão do lixo:
— Não
consigo planejar a limpeza pública sem conhecer o que ocorre nos
parques. Nosso marco zero será o estudo de hábitos de consumo. Com ele,
poderemos saber quais são os melhores equipamentos para o Parque do
Flamengo, que podem não ser os mesmos da Quinta da Boa Vista e
vice-versa. No inverno, o usuários costumam ter um comportamento
diferente daquele que adotam no verão. Todo esse trabalho será feito
para que os parques não fiquem com uma aparência ruim e com o lixo
transbordando.
Nome sujo na praça
Outra
frente de atuação da prefeitura será a punição. A partir de julho, quem
sujar áreas públicas no Rio poderá ser multado. O Programa Lixo Zero
quer fazer valer a Lei de Limpeza Urbana, que data de 2001. Quem for
pego na infração jogando uma latinha no chão, por exemplo, poderá ser
autuado em R$ 157. O valor da multa será dado segundo a gravidade da
infração, podendo chegar a R$ 3 mil em caso de despejo de entulho. E
mais: quem não pagar a multa ficará com o nome sujo na praça. E aqueles
que se recusarem a apresentar carteira de identidade ou liberar o número
do CPF poderão ser levados para uma delegacia.
— No caso do uso
de cinto de segurança, a ameaça de multa funcionou, criando um novo
modelo de comportamento. Quando ele se consolida, acaba provocando um
efeito multiplicador — comenta a psicóloga Cleide Sousa, cujo doutorado
feito no Laboratório de Psicologia Ambiental da Universidade de Brasília
(UnB) enfocou o descarte inadequado em áreas públicas urbanas.
Sua
pesquisa, que durou quatro anos para ser concluída, testou a eficiência
da fiscalização e das campanhas de comunicação. Seu estudo de caso foi
um shopping de Brasília, que lançou mão de uma campanha simples, porém
eficiente. Cartazes para manter o ambiente limpo foram distribuídos na
praça de alimentação. Em pouco tempo caiu a menos da metade o percentual
de pessoas que deixavam lixo sobre a mesa, uma queda de 93% para 40%.
Os
testes realizados durante as pesquisas permitiram que Cleide tirasse
outras conclusões. Um dos resultados que ela considerou mais
interessantes foi a diferença entre o que é dito e o que é feito de fato
pelas pessoas. Em mais de mil casos, os que declararam conhecer as
consequências socioambientais do descarte inadequado dos resíduos foram
os mesmos que deixaram a própria bandeja suja sobre a mesa:
— As
campanhas podem funcionar, basta dizer claramente para as pessoas o que
se espera delas. E, na medida em que as primeiras pessoas atendem, há um
bom exemplo a ser seguido pelas seguintes.
O trabalho da
psicóloga no shopping de Brasília conseguiu reunir evidências de que os
locais mantidos limpos tendem a ser mais bem tratados por seus
frequentadores.
Bom exemplo
O mesmo
comportamento vem se repetindo no Parque Madureira, cujo público recebeu
rasgados elogios dos garis da Comlurb. Lá as pessoas não deixam os
detritos espalhados e usam as lixeiras do parque. Em nota, a empresa
informou que “as pessoas respeitam o espaço como se estivessem em casa”.
Fora dos cartões-postais, o parque da Zona Norte, o terceiro maior e o
mais novo da cidade, foi concebido para ser ecologicamente correto.
Inaugurado em junho de 2012, já recebeu, por causa de suas boas
práticas, o selo Alta Qualidade Ambiental (Aqua).
Este é o único
local em que a Comlurb tem a capacidade de cravar com exatidão a
quantidade de lixo recolhido: 23 toneladas de resíduos mensais, sendo
que, em um único fim de semana, o peso varia de quatro a cinco
toneladas. Outra exceção: uma caçamba especial para material reciclável
recebe uma tonelada mensal de lixo.
Diminuir o volume de resíduos
gerado nas áreas de lazer é um outro desafio. Na hora de planejar o
passeio ao ar livre, materiais retornáveis e poucos produtos com
embalagens descartáveis de plástico ou de papel reduzem o impacto
ambiental da atividade. Exatamente como fez o grupo de amigos do
professor de educação física Cláudio Coelho, que costuma se reunir com
os amigos no Parque Lage, na Zona Sul do Rio, para piqueniques nos fins
de semana.
A administração do local fica sob a responsabilidade da
Escola de Artes Visuais, ligada à Secretaria Estadual de Cultura. Em
vez da Comlurb, uma empresa privada foi contratada para fazer a coleta
de lixo do parque.
— Piquenique requer planejamento. No nosso
caso, fizemos questão de pensar no lixo. Trouxemos sacos plásticos,
porque as lixeiras no Parque Lage costumam ficar distantes. E também
copos reaproveitáveis, o que diminui o volume de lixo — disse Coelho.
Cruzada conta a sujeira
Cartão
postal de São Paulo, o Parque do Ibirapuera já enfrentou problemas
sérios com o acúmulo de lixo. Transformado em palco de megashows da MPB
aos domingos nos fins dos anos 90 — Rita Lee chegou a reunir 100 mil
pessoas numa única apresentação em 1999 — o Ibirapuera via seus gramados
e vielas ficarem cobertos por garrafas PET e copos de plástico ao fim
das apresentações. A sujeira explícita chegou a causar revolta nos que
usam o local para correr e se exercitar de segunda a sexta. As grandes
apresentações ao ar livre deram lugar a shows menores, em espaços
apropriados, mas ainda assim o parque continua recebendo, em média, 350
mil de pessoas nos finais de semana.
Na última década, o
paulistano aprendeu a respeitar o oásis verde de 1,5 milhão de metros
quadrados dentro da Zona Sul da cidade. Hoje, praticamente não se vê
lixo no chão. É quase como se um visitante fiscalizasse o outro: se
alguém jogar algo no chão, com certeza será alvo de reprovação.
Para
Carlos Silva Filho, diretor-executivo da Associação Brasileira das
Empresas de Limpeza Pública e Resíduos, uma das medidas que impulsionou a
mudança de comportamento do paulistano foi a disponibilização de
estrutura nos parques, com a implantação de lixeiras em vários pontos:
—
Isso faz com que o cidadão tenha como descartar, mais facilmente, estes
resíduos de maneira adequada. A manutenção destas lixeiras, como
esvaziar os recipientes e limpá-los, também é importante. Quando a
pessoa vê a lixeira limpa e sem mau cheiro, ela vai jogar o lixo no
lugar correto.
O comportamento observado no Ibirapuera se repete em outros parques da cidades, como o Villa Lobos e o Água Branca.
Além da melhora de infraestrutura nos parques, Silva Filho acredita num aumento de consciência das pessoas:
—
Se ele joga o lixo no lugar errado, o prejudicado é o próprio usuário.
Nos parques isso deu certo. Mas ainda sofremos com a questão de se jogar
lixo nas ruas. Ainda não conseguimos sensibilizar as pessoas de que a
rua também é um bem público que deve ser zelado. O parque que ele
frequenta, o cidadão não quer ver sujo. Com a rua, ele ainda não enxerga
da mesma maneira.
O Ibirapuera tem um esquema para manter o
parque limpo: duas equipes com 32 funcionários cada. Por mês, são
coletadas 120 toneladas de lixo, segundo dados da administração do
parque. De tudo que é recolhido, 70% vão para aterro sanitário. O
restante, material reciclável, é retirado do parque por uma cooperativa.
Frequentadora
do parque durante os dias de semana, a empresária Ana Paula Barros, de
41 anos, diz que costuma se deparar sempre com um Ibirapuera limpo,
mesmo depois de megaeventos. Ela se surpreendeu, por exemplo, com a
limpeza do parque após o feriado do dia 1º de Maio.
Uma sujeira milenar que perpassa os séculos
Produzir
resíduos faz parte da vida humana. “Com base em estudos arqueológicos,
hoje é possível afirmar que na pré-História já se queimava lixo,
supostamente para eliminar o mau cheiro”, escreve Emílio Eigenheer,
professor da Uerj e autor do livro “A história do lixo — A limpeza
urbana através dos tempos” (2009). O trabalho, baseado em sua tese de
doutorado feito na Alemanha, mostra como o homem trata seus resíduos até
os dias de hoje.
Destinar corretamente o lixo é uma questão
decisiva para a vida das cidades, muito antes do interesse pelas
questões ambientais. O problema se agravou por volta de 4 mil anos a.C.,
quando ocorreu a fixação dos nômades em aldeias.
— Durante a
pesquisa percebi que a relação do homem com seus resíduos e dejetos
sempre foi muito complicada. Além disso, os conceitos mudam dependendo
do lugar e do tempo. Meu estudo se concentrou no Ocidente — explica
Eigenheer.
Roma e Grécia, na Antiguidade, atingiram, ao lado de
outras cidades, tamanho expressivo. E por isso foram obrigadas a lidar
de maneira sistemática com o seu lixo. Havia o reaproveitamento do
material orgânico na agricultura. Inclusive as fezes acumuladas nas
estrebarias do rei Augias, como revela a mitologia grega, eram desviadas
para os campos. O autor da solução, Hércules, foi considerado o patrono
da limpeza urbana na Grécia antiga.
Extremamente complexa, Roma
chegou a ter sete mil bombeiros. Seu sistema de limpeza pública foi se
constituindo aos poucos, e chegou ao apogeu na época dos imperadores.
Estimativas indicam que a população da cidade era de um milhão de
habitantes: “Apesar de proibido, o ato de jogar, à noite, fezes e urina
pela janela tornou-se para muitos um hábito que se perpetuou em muitas
cidades até o século XIX, com repercussão inclusive no Brasil”. Em
Paris, foi permitido “lançar água” pela janela até 1372. Bastava gritar
três vezes, avisando. Esta prática, mesmo proibida, perdurou até 1780, e
precisou ser coibida pela polícia.
Em 189 a.C., Roma começou a
pavimentar intensamente suas ruas. Leis indicavam que caberiam aos
proprietários das casas a limpeza da calçada até o meio da rua, no ano
de 45 a.C.
— Estas normas de Roma foram criadas para evitar que o
lixo da calçada fosse varrido para a sarjeta, que passa a ser símbolo de
decadência. A linguagem do lixo é essa — ressalta o pesquisador. — E
consta na Lei Orgânica do Rio em vigor: os moradores são responsáveis
pelas suas calçadas.
A limpeza era uma função que esteve
frequentemente subordinada ao carrasco da cidade. A ajuda de
prisioneiros e prostitutas também era comum. Foi na Idade Média que
surgiram as primeiras proibições da destinação inadequada de dejetos por
carroceiros, assim como o lançamento de lixo e fezes nas ruas e o uso
da água das chuvas como meio de se livrar de detritos.
A partir do
final da Idade Média para a Modernidade, surgiram os serviços
organizados de limpeza urbana. A cidade de Praga passou a usar carroças
em 1340 para a coleta regular de lixo. Em Paris, o trabalho começou no
final do século XIV. “É a partir de 1666, em Londres, que se conta com
um serviço organizado de limpeza de ruas. Sorteavam-se entre os cidadãos
aqueles que, mediante juramento, responsabilizavam-se pela conservação
de áreas da cidade”, ressalta o livro.
Na Inglaterra e nos Estados
Unidos, na primeira metade do século XX, havia canteiros com lixo
medindo mais de dois metros de altura por sete metros de comprimento. Os
americanos depositavam seus detritos em aterros sanitários, onde eram
recobertos por terra. Assim, evitavam o aparecimento de moscas, fogo e
odor. Atualmente, os aterros sanitários também requerem
impermeabilização do solo, tratamento do chorume e dos gases, além de
paisagismo.
Depois da Segunda Guerra Mundial, o volume de lixo
passou a ser muito maior, em decorrência do desenvolvimento industrial.
Nos anos 70, surgiu uma sofisticada gestão de resíduos sólidos na
Alemanha. Em 1993, foram estabelecidos no país diferentes tipos de
aterros sanitários. Sistemas de coleta seletiva, disseminados
nacionalmente, facilitam a compostagem da matéria orgânica, a reciclagem
de embalagens e a incineração de produtos perigosos.
Para contar a
história do lixo no Brasil, o autor voltou ao tempo em que as primeiras
comunidades ocuparam nosso litoral. Estes povos deixaram os sambaquis —
verdadeiras montanhas de conchas e artefatos que podiam ter mais de 30
metros de altura. Nestes sítios arqueológicos, pesquisadores encontram
ossos de animais, sementes, objetos de pedra e até restos mortais
humanos. “A referência aos sambaquis serve também para acentuar que
áreas de destino de lixo em diferentes locais e épocas são fontes
importantes de estudos e podem ensejar uma reflexão sobre as estreitas
relações que se dão entre lixo, morte e memória”, diz o livro.
Os
padrões de higiene das cidades brasileiras são historicamente ruins,
como revelam vários documentos citados no livro. A efetivação dos
serviços de limpeza esbarrava em inúmeros entraves. Em 1876, a empresa
de Aleixo Gary finalmente foi contratada no Rio de Janeiro. Daí veio a
palavra gari. A firma atuou até 1891. Depois, a Inspetoria de Limpeza
Pública iniciou, em 1895, a construção de um forno para a queima de lixo
em Manguinhos. A incineração se fez presente até os anos 1960. A
Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) surgiu em 1975, e permanece até
hoje.
(Colaborou Jaqueline Falcão)
URL: http://glo.bo/13GCqad
terça-feira, 7 de maio de 2013
LIXO NAS RUAS E QUEDA ELÉTRICA SÃO COMUNS NA FREGUESIA QUANDO CHOVE MUITO.
É muito comum em dias de chuva forte na cidade que aconteça uma calamidade anunciada pelas forças da natureza, no entanto, o medo do temporal é intensificado pela falta de planejamento urbano e negligência da prefeitura com a fiscalização, retirada do lixo, com a rede elétrica e organização do trânsito em Jacarepaguá.
Ontem a chuva forte deixou ruas alagadas, bancos, escolas e residências sem luz por horas, uma quantidade enorme de lixo nas ruas e um trânsito caótico, onde moradores se degladiavam em buzinas, desrespeitando os sinais de trânsito, como se tais atitudes contribuíssem para reduzir a hora e o trânsito para chegar ao trabalho.
Como se não bastasse a falta de conscientização e educação dos moradores de Jacarepaguá, que insistem em jogar lixo nas ruas e ampliar o número de gatos da rede elétrica, a prefeitura pouco faz para reduzir as quedas de luz e organizar o trabalho da Comlurb. Na realidade a prefeitura opta por lotar o bairro de pessoas liberando a construção de prédios residênciais, ao invés de ampliar a entrada de serviçoes privados para comércio, serviços e lazer no bairrro.
Realmente é lamentável a permanência de tal situação.
Prefeitura, quando iremos fazer algo pelo bairro e pensar pela cidadania?
Estamos de olho!!
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